quarta-feira, 25 de maio de 2011

Ele e Ela

Ele quis.
Ela também.
Ele sentiu... (?)... (pareceu).
Ele sentiu e se afastou.
Ela duvidou.
Ele quis, quando distante.
Ela quis perto e distante.
Ela sentiu e disse.
Ele abalou, ressabiou, duvidou,
questionou, acreditou (?)...
Ela se entregou (mais uma vez),
quis, pensou, sonhou (diariamente)...
Ele chegou, aproximou, sentiu...
Ela amou.
Ele receou.
Ela quis mais.
Ele se retirou.
--'
Ela amargou, murchou, mau humorou.
Ele se calou, silenciou.
Ela se doeu, questinou.
Ele desvirtuou o momento, desconsiderou o sentimento.
Silêncio calou a voz do que sempre otimizou.
Assim, emoções se perdem.

sexta-feira, 20 de maio de 2011

O senso do consenso do comum

Penso, repenso e cá estou agoniada, inquieta, incompleta....
e mais uma vez, de tantas vezes, entrego meus pensamentos,
que saem da ponta da lapiseira, para o papel branco com suas linhas azuis...
e cá estou...

Sem nunca conseguir ir direto ao ponto...
metáforas abraçam minhas ideias.

Pergunto: é assim que deve ser?
Me encontro num sentimento convincente a mim mesma,
claramente consigo enxergar o brilho de conseguir sentir,
e o que ouço é "mantenha o pé no chão"...
com os pés no chão, minha cabeça vai a qualquer lugar,
me peça, então, para ficar de pernas para o ar...
assim me fico com a cabeça no chão, concretamente,
(cabeça no chão, no concreto) isso faz mais sentido.

E qual o sentido disso tudo?
Qual o real objetivo?
Qual a finalidade?
A sensação é comum?
Qual o lado de cada um?

Não quero que tudo seja em vão;
como, também, não quero sentir
o desdém como que o que se passa não convém.
Não nos convêm?

Abro meu coração e o sigo,
sinto sua alma e persisto,
invisto naquilo
que possa tomar forma e ser visto.

Sob a perspectiva do que cada um pode ver e ser,
entendo que cada qual no seu tempo chegará ao bom senso
de um consenso comum,
seja qual for,
mas que seja!
Vou vivendo nas reticências da vida,
não como ideia vaga,
mas com expectativas amplas e ligadas
ao bemquererbem que me envolvem nisso tudo.

domingo, 17 de abril de 2011

Nunca? Para sempre?

Mais uma vez o destino nos cruza,
é o acaso por acaso,
é a energia da atração,
coincidências fatais e reais,
não me esforço para escapar.
Por alguns momentos até quis
e foi o que não consegui fazer,
por isso só vivo,
vivo se for, vivo para que seja,
assim vivo...
Com incertezas, devaneios,
afagos, saudades, prazeres,
pitadas de ilusão, desejos sem fim.

O "nunca mais",
o "para sempre",
chegamos a achar que podemos
definir tamanha "eternidade"...
e o acaso nos abate.
É maior que o querer ou não querer,
do que qualquer limiar de razão,
do que qualquer entendimento alheio.
Deixamos ser do jeito que for,
o resto é silêncio.
É o começo, o intervalo, sem fim.

segunda-feira, 4 de abril de 2011

Nessa madrugada senti medo,
medo de apagar a luz,
de fechar os olhos e não pegar no sono,
medo de onde meus pensamentos iriam me levar.

Sensações me davam medo,
me rodeavam e mais ainda queria ir para dentro de mim.

Deixei o livro de lado,
me recostei nas almofadas,
divaguei por tempos
com o olhar absorto no forro,
semi iluminado pelo feixe de luz do abajur.

Sem coragem para a escuridão,
compenetrei na abstração de mim,
parecia ser sem fim...

quinta-feira, 17 de março de 2011

Sossego

Quantos pensamentos, consideração,
disperdiçamos com pessoas que não mereceriam
um minuto de tudo que lhe foi dado...
o complicado é esperar passar.

Já que tudo que amarguramos e apertamos no peito,
uma hora ou outra passa, mas mesmo assim
sempre peço que esses tipos não me apareçam mais.

Não por fraqueza de parecer não aguentar,
mas sim porque ando tão enjoada dessas situações que
volta e meia surgem, quero somente o sossego,
tenho certeza que não é pedir demais.

Uma vida de sossego,
uma vida de sossego,
uma vida de sossego,
uma vida de sossego,
uma vida de...

Pessoas que me digam realmente o que tem para dizer,
sem meias palavras, sem tantas intenções distorcidas,
sem que ajam por conveniência,
que acreditem no belo ato de serem transparentes.

Minha alma pede afagos,
afagos sem fim.

Um tempo longo em que se possa viver
com atos reflexos otimizantes, contentes, sorridentes, macios,
simplicidade recíproca para se viver...
nem como uma pluma, nem como uma bigorna.

segunda-feira, 14 de março de 2011

Venha sonho

Agora que deitei, o sono não vem,
pense em coisas que não convêm
e ainda com um certo desdém.
Monto listas mentalmente a seguir e penso se as seguirei de fato.
Organizar a mente e manter o foco é o que determina continuar no equilíbrio da energia e assim libertar-me de algo que a sugue.
Ter forças para me resignar de tudo que externamente provêem sem deixar influir.
A leveza do mais leve me assusta,
o peso do mais pesado me dá medo.
Nesse momento quero mais é sonhar.

"De sonhar ninguém se cansa,
porque sonhar é esquecer,
e esquecer não pesa
e é um sono sem sonhos em que estamos despertos.
Em sonhos consegui tudo."
Livro do Desassossego - Bernardo Soares -

domingo, 13 de março de 2011

quarta-feira, 9 de março de 2011

Brilhos

aldebran says (17:28):
yao mi
mariá
seja nali ni (como a flor de lotus)
aldebran says (17:29):
e seu cristes vira se juntar a vc

Jéssica says (17:29):
=D
gostei dessa parte

aldebran says (17:30):
construa o campo e eles virão

segunda-feira, 7 de março de 2011

[...] = segundos

*
- Não quis mais falar com você mesmo, porque você não me responde, aliás nem sei porque estou aqui falando com você.
- Ah é? Se não sabe... tchau.
- Você tá me mandando sair daqui?
- Sim, tchau.

[...]
- Também não precisa ser assim né... não precisa ficar tão brava.
- Tá... então porque você tá aqui falando comigo?
- Ah... porque eu gosto de você.

[...]
- Eu fico bravo, mas logo passa... fiquei bravo, mas já passou.
- Eu sei. Também sou assim, já fiquei brava com você cem vezes e estamos aqui.

[...]
... e morremos de sede... ∞ [...]

*

domingo, 6 de março de 2011

Ser feliz é...

A felicidade mesmo é ser o que se é.
Sem fingimentos.
Sem demagogias.
Sem hipocrisias.

Falsos discursos para se enaltecer.
Argumentos descrédulos dos mesmos argumentos.
Palavras soltas sem valor.
Reprimendas de algo que se vai fazer depois.

Felicidade é transparente.
Sem necessidade de que se comprove ou divulgue.
Felicidade são atos sinceros.
Sem autoconfiança fajuta.

É aceitar seus desequilíbrios,
seus desafetos e amores,
alegrias e rancores,
virtudes e fraquezas,
sem inibições ou fingimentos.

É ser sincero com todos
e acima de tudo com você mesmo.