quarta-feira, 9 de março de 2011

Brilhos

aldebran says (17:28):
yao mi
mariá
seja nali ni (como a flor de lotus)
aldebran says (17:29):
e seu cristes vira se juntar a vc

Jéssica says (17:29):
=D
gostei dessa parte

aldebran says (17:30):
construa o campo e eles virão

segunda-feira, 7 de março de 2011

[...] = segundos

*
- Não quis mais falar com você mesmo, porque você não me responde, aliás nem sei porque estou aqui falando com você.
- Ah é? Se não sabe... tchau.
- Você tá me mandando sair daqui?
- Sim, tchau.

[...]
- Também não precisa ser assim né... não precisa ficar tão brava.
- Tá... então porque você tá aqui falando comigo?
- Ah... porque eu gosto de você.

[...]
- Eu fico bravo, mas logo passa... fiquei bravo, mas já passou.
- Eu sei. Também sou assim, já fiquei brava com você cem vezes e estamos aqui.

[...]
... e morremos de sede... ∞ [...]

*

domingo, 6 de março de 2011

Ser feliz é...

A felicidade mesmo é ser o que se é.
Sem fingimentos.
Sem demagogias.
Sem hipocrisias.

Falsos discursos para se enaltecer.
Argumentos descrédulos dos mesmos argumentos.
Palavras soltas sem valor.
Reprimendas de algo que se vai fazer depois.

Felicidade é transparente.
Sem necessidade de que se comprove ou divulgue.
Felicidade são atos sinceros.
Sem autoconfiança fajuta.

É aceitar seus desequilíbrios,
seus desafetos e amores,
alegrias e rancores,
virtudes e fraquezas,
sem inibições ou fingimentos.

É ser sincero com todos
e acima de tudo com você mesmo.

quinta-feira, 17 de fevereiro de 2011

Socorro de mim

Da sala saio fugida de todas as interações familiares,
dos comentários sobre os acontecimentos da tv,
das perguntas que não quero responder,
das conversas que não quero participar.

Me tranco no quarto escuro e silencioso,
o silêncio incomoda, ligo a tv,
não vejo nem as imagens,
nem ao menos ouço o som.

Meus pensamentos me consomem, me consumo.
Desligo a tv, ouço todos os sons da janela afora.
Me atento a tudo e a nada ao mesmo tempo.
Em meio a tantos devaneios, enfim, pego no sono.
Preciso distrair-me de mim.

sábado, 5 de fevereiro de 2011

Em suma

A falta chegou,
a falta apertou,
senti-la foi amargo
e pungente.

"De repente, não mais que de repente",
do pranto se fez riso,
do amargo se fez doce,
da ausência a presença se fez.

É maior que meras palavras,
a linguagem vai além,
é o brilho que sai do olhar,
o sentir de uma pele na outra,
o perfume único que dela exala,
a temperatura que se altera,
a sede que matamos na saliva um do outro.



sexta-feira, 28 de janeiro de 2011

Do querer mais que bem querer.

Insegurança, medo, receio.
A dor que pode existir,
devaneios tortos.

Antecipa-se.
Melhor fazer antes "que".
Imediatiza-se.

Pensamentos momentâneos.
Palavras saem sem querer,
duvidosas.

Ao se recolher,
permite-se verter para dentro,
um pensamento profundo do eu,
do nós.

Corrói, destrói, dilacera.
A voz enverga por vezes.
O pensamento desordena,
é assimétrico, desritmado,
sem linearidade.

A digestão é cruel,
é pura indigestão,
de sabor insosso.
O sofrer é visceral.

Distanciar-se para ver melhor.
A ausência se torna presente.
A saudade ínfima me dói.


quarta-feira, 26 de janeiro de 2011

Das [pequenas/ grandes] diferenças e seu convívio

Pequenas diferenças... grandes diferenças...
Tanto faz? Não tanto faz...
O que as faz e o tamanho que as faz
se compõe à maneira em que vemos,
compreendemos e as valoramos.
Tudo depende da perspectiva da visão, do ângulo,
a subjetividade nunca nos escapa enquanto seres humanos que somos.

Incostantes, sobrepujantes, alucinantes,
inquietos na alma,
conforme a maneira que se sabe ser,
cada um se sabe ser e se fazer do seu jeito.

Uns se interessam mais por isso, mais por aquilo
e disso tudo é que surge o interessante.
Do choque de duas coisas [opiniões] diferentes,
nasce uma terceira e nova, reformulada, mais simples,
mais bem pensada, mais clara.

Dialética pura, essa é nossa vida.
"Prefiro ser essa metamorfose ambulante"?
Opa! Com certeza e é o que me faz viva.
O que me difere me interessa, me instiga,
me faz raciocinar, renovar, sempre.

Talvez, ou por vezes, coloco muita cor em tudo,
muitos sonhos, uma pitada de "romantismo", muito idealismo.
Mas o que seria de nós reais sem nossos ideais?

De tudo que conheço e já convivi,
de todos os debates de variados temas dos quais participei,
das inúmeras opiniões e maneiras de pensar que já ouvi,
[garanto que isso é algo fixo em mim]
"pela lei natural dos encontros, eu deixo e recebo um tanto."

segunda-feira, 24 de janeiro de 2011

Das contrariedades de se preocupar e não se deixar influenciar.

Posso dizer que um "cadinho" de egoísmo não faz mal a ninguém,
egoísmo parece ser uma palavra forte,
mas a real é pensar mais em si, no seu bem estar.
Concentrar-se em si mesmo.

Não digo que não devemos nos preocupar com os alheios,
atitudes alteras nos fazem bem,
o negócio é conseguir abstrair,
não consumir a energia densa que do outro provém.

Devemos nos permitir consumir,
da beleza de ter realizado um ato nobre,
da beleza de ver alguém realizar um ato nobre,
a leveza que isso tudo tem.
Filtrar as sensações e emoções.

Sentir a brisa com gosto e sua suavidade.
"- O que é brisa?
- Brisa é um ventinho leve...
- Ela só vem do mar?

- Não... ela vem do mar, da rua, do campo, de qualquer canto..."

Consuma-se dos prazeres,
das nobrezas, das benevolências,
das alteridades,
das hombirades,
das brisas e
dos singelos sorrisos.
"Leve com você só o que for bom!"

quarta-feira, 12 de janeiro de 2011

Das [breves] regras de convivência à boa educação [de fato]

Quão capacitada é uma pessoa para falar da educação (boa ou não) de outra?

O que consigo perceber é que as mais inaptas são as que mais se sentem
a vontade para realizar tal análise,
nem percebem que sua fala e seu comportamento destoam, divergem,
como se cada um tivesse de um lado oposto do planeta,
mas mesmo assim, ao invés de se analisarem e terem atitudes mais bem educadas,
preferem julgar, medir, a educação do outro.

A pessoa "garante" sua boa educação por saber usar as regras de convivência,
"como assim você nem pergunta se tá tudo bem? Que falta de educação...",
"é uma pessoa muito educada, né? Você viu como ele cumprimenta os outros?",
mas isso garante a boa educação???

A boa educação abrange mesmo o comportamento por inteiro,
a hombridade que a pessoa se dignifica a ter,
a consideração e respeito que ela tem por outra.

Para mim de nada adianta a pessoa ter toda uma cordialidade momentânea,
quando, por sua vez no seus atos do dia a dia a mediocridade e hipocrisia consome,
mantem comentários e comportamentos sem escrúpulos e preconceituosos,
não conseguem ser sinceros, não abrem os corações,
não se permitem que alcancem suas almas
e não alcançam as almas de ninguém.
Cadê a boa educação?

Tem dificuldade em encarar a realidade tal como ela é
e perceber que ninguém é nem mais,
nem menos que nada, nem ninguém
ou qualquer um.

Fica a dica para uma vida mais amena, leve e prazerosa,
se por acaso a única coisa que conseguem realizar
são as breves regras de convivência, por favor,
não se satisfaçam somente com isso,
peço-lhes: vão além!
Consideração, respeito e altruísmo [praticando mesmo!]
enobrecem a alma e fazem muito bem.