Nessa madrugada senti medo,
medo de apagar a luz,
de fechar os olhos e não pegar no sono,
medo de onde meus pensamentos iriam me levar.
Sensações me davam medo,
me rodeavam e mais ainda queria ir para dentro de mim.
Deixei o livro de lado,
me recostei nas almofadas,
divaguei por tempos
com o olhar absorto no forro,
semi iluminado pelo feixe de luz do abajur.
Sem coragem para a escuridão,
compenetrei na abstração de mim,
parecia ser sem fim...
"... eu sei quem eu era quando levantei esta manhã, mas acho que tenho mudado muitas vezes desde então."
segunda-feira, 4 de abril de 2011
quinta-feira, 17 de março de 2011
Sossego
Quantos pensamentos, consideração,
disperdiçamos com pessoas que não mereceriam
um minuto de tudo que lhe foi dado...
o complicado é esperar passar.
Já que tudo que amarguramos e apertamos no peito,
uma hora ou outra passa, mas mesmo assim
sempre peço que esses tipos não me apareçam mais.
Não por fraqueza de parecer não aguentar,
mas sim porque ando tão enjoada dessas situações que
volta e meia surgem, quero somente o sossego,
tenho certeza que não é pedir demais.
Uma vida de sossego,
uma vida de sossego,
uma vida de sossego,
uma vida de sossego,
uma vida de...
um minuto de tudo que lhe foi dado...
o complicado é esperar passar.
Já que tudo que amarguramos e apertamos no peito,
uma hora ou outra passa, mas mesmo assim
sempre peço que esses tipos não me apareçam mais.
Não por fraqueza de parecer não aguentar,
mas sim porque ando tão enjoada dessas situações que
volta e meia surgem, quero somente o sossego,
tenho certeza que não é pedir demais.
Uma vida de sossego,
uma vida de sossego,
uma vida de sossego,
uma vida de sossego,
uma vida de...
Pessoas que me digam realmente o que tem para dizer,
sem meias palavras, sem tantas intenções distorcidas,
sem que ajam por conveniência,
que acreditem no belo ato de serem transparentes.
Minha alma pede afagos,
afagos sem fim.
Um tempo longo em que se possa viver
com atos reflexos otimizantes, contentes, sorridentes, macios,
simplicidade recíproca para se viver...
nem como uma pluma, nem como uma bigorna.
sem meias palavras, sem tantas intenções distorcidas,
sem que ajam por conveniência,
que acreditem no belo ato de serem transparentes.
Minha alma pede afagos,
afagos sem fim.
Um tempo longo em que se possa viver
com atos reflexos otimizantes, contentes, sorridentes, macios,
simplicidade recíproca para se viver...
nem como uma pluma, nem como uma bigorna.
segunda-feira, 14 de março de 2011
Venha sonho
Agora que deitei, o sono não vem,
pense em coisas que não convêm
e ainda com um certo desdém.
Monto listas mentalmente a seguir e penso se as seguirei de fato.
Organizar a mente e manter o foco é o que determina continuar no equilíbrio da energia e assim libertar-me de algo que a sugue.
Ter forças para me resignar de tudo que externamente provêem sem deixar influir.
A leveza do mais leve me assusta,
o peso do mais pesado me dá medo.
Nesse momento quero mais é sonhar.
pense em coisas que não convêm
e ainda com um certo desdém.
Monto listas mentalmente a seguir e penso se as seguirei de fato.
Organizar a mente e manter o foco é o que determina continuar no equilíbrio da energia e assim libertar-me de algo que a sugue.
Ter forças para me resignar de tudo que externamente provêem sem deixar influir.
A leveza do mais leve me assusta,
o peso do mais pesado me dá medo.
Nesse momento quero mais é sonhar.
"De sonhar ninguém se cansa,
porque sonhar é esquecer,
e esquecer não pesa
e é um sono sem sonhos em que estamos despertos.
Em sonhos consegui tudo."
Livro do Desassossego - Bernardo Soares -
porque sonhar é esquecer,
e esquecer não pesa
e é um sono sem sonhos em que estamos despertos.
Em sonhos consegui tudo."
Livro do Desassossego - Bernardo Soares -
domingo, 13 de março de 2011
quarta-feira, 9 de março de 2011
Brilhos
aldebran says (17:28):
yao mi
mariá
seja nali ni (como a flor de lotus)
aldebran says (17:29):
e seu cristes vira se juntar a vc
Jéssica says (17:29):
=D
gostei dessa parte
aldebran says (17:30):
construa o campo e eles virão
yao mi
mariá
seja nali ni (como a flor de lotus)
aldebran says (17:29):
e seu cristes vira se juntar a vc
Jéssica says (17:29):
=D
gostei dessa parte
aldebran says (17:30):
construa o campo e eles virão
segunda-feira, 7 de março de 2011
[...] = segundos
*
- Não quis mais falar com você mesmo, porque você não me responde, aliás nem sei porque estou aqui falando com você.
- Ah é? Se não sabe... tchau.
- Você tá me mandando sair daqui?
- Sim, tchau.
[...]
- Também não precisa ser assim né... não precisa ficar tão brava.
- Tá... então porque você tá aqui falando comigo?
- Ah... porque eu gosto de você.
[...]
- Eu fico bravo, mas logo passa... fiquei bravo, mas já passou.
- Eu sei. Também sou assim, já fiquei brava com você cem vezes e estamos aqui.
[...]
... e morremos de sede... ∞ [...]
*
- Não quis mais falar com você mesmo, porque você não me responde, aliás nem sei porque estou aqui falando com você.
- Ah é? Se não sabe... tchau.
- Você tá me mandando sair daqui?
- Sim, tchau.
[...]
- Também não precisa ser assim né... não precisa ficar tão brava.
- Tá... então porque você tá aqui falando comigo?
- Ah... porque eu gosto de você.
[...]
- Eu fico bravo, mas logo passa... fiquei bravo, mas já passou.
- Eu sei. Também sou assim, já fiquei brava com você cem vezes e estamos aqui.
[...]
... e morremos de sede... ∞ [...]
*
domingo, 6 de março de 2011
Ser feliz é...
A felicidade mesmo é ser o que se é.
Sem fingimentos.
Sem demagogias.
Sem hipocrisias.
Falsos discursos para se enaltecer.
Argumentos descrédulos dos mesmos argumentos.
Palavras soltas sem valor.
Reprimendas de algo que se vai fazer depois.
Felicidade é transparente.
Sem necessidade de que se comprove ou divulgue.
Felicidade são atos sinceros.
Sem autoconfiança fajuta.
É aceitar seus desequilíbrios,
seus desafetos e amores,
alegrias e rancores,
virtudes e fraquezas,
sem inibições ou fingimentos.
É ser sincero com todos
e acima de tudo com você mesmo.
Sem fingimentos.
Sem demagogias.
Sem hipocrisias.
Falsos discursos para se enaltecer.
Argumentos descrédulos dos mesmos argumentos.
Palavras soltas sem valor.
Reprimendas de algo que se vai fazer depois.
Felicidade é transparente.
Sem necessidade de que se comprove ou divulgue.
Felicidade são atos sinceros.
Sem autoconfiança fajuta.
É aceitar seus desequilíbrios,
seus desafetos e amores,
alegrias e rancores,
virtudes e fraquezas,
sem inibições ou fingimentos.
É ser sincero com todos
e acima de tudo com você mesmo.
quinta-feira, 17 de fevereiro de 2011
Socorro de mim
Da sala saio fugida de todas as interações familiares,
dos comentários sobre os acontecimentos da tv,
das perguntas que não quero responder,
das conversas que não quero participar.
Me tranco no quarto escuro e silencioso,
o silêncio incomoda, ligo a tv,
não vejo nem as imagens,
nem ao menos ouço o som.
Meus pensamentos me consomem, me consumo.
Desligo a tv, ouço todos os sons da janela afora.
Me atento a tudo e a nada ao mesmo tempo.
Em meio a tantos devaneios, enfim, pego no sono.
Preciso distrair-me de mim.
dos comentários sobre os acontecimentos da tv,
das perguntas que não quero responder,
das conversas que não quero participar.
Me tranco no quarto escuro e silencioso,
o silêncio incomoda, ligo a tv,
não vejo nem as imagens,
nem ao menos ouço o som.
Meus pensamentos me consomem, me consumo.
Desligo a tv, ouço todos os sons da janela afora.
Me atento a tudo e a nada ao mesmo tempo.
Em meio a tantos devaneios, enfim, pego no sono.
Preciso distrair-me de mim.
sexta-feira, 11 de fevereiro de 2011
sábado, 5 de fevereiro de 2011
Em suma
A falta chegou,
a falta apertou,
senti-la foi amargo
e pungente.
"De repente, não mais que de repente",
do pranto se fez riso,
do amargo se fez doce,
da ausência a presença se fez.
É maior que meras palavras,
a linguagem vai além,
é o brilho que sai do olhar,
o sentir de uma pele na outra,
o perfume único que dela exala,
a temperatura que se altera,
a sede que matamos na saliva um do outro.
a falta apertou,
senti-la foi amargo
e pungente.
"De repente, não mais que de repente",
do pranto se fez riso,
do amargo se fez doce,
da ausência a presença se fez.
É maior que meras palavras,
a linguagem vai além,
é o brilho que sai do olhar,
o sentir de uma pele na outra,
o perfume único que dela exala,
a temperatura que se altera,
a sede que matamos na saliva um do outro.
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