terça-feira, 22 de outubro de 2024

Da dignidade humana diária

 São mais dúvidas do que afirmações.

Chegarei ao meu fim e ainda haverá indagações

 à pergunta eterna

até que ponto vai a dignidade humana?

Pergunta que será eterna não somente ao meu viver e, sim, a uma extensa gama de pessoas comuns e grandes pensadores [...]

Há pessoas que se põe em um papel tão ínfimo e ainda tem a convicção de achar que estão bem, acima (?), acima do que e dos quens?

Somente a sensação lhes convem?

Porque a realidade elas não tem!

    Mesmo que achem, que divulguem, lá no íntimo, no papo secreto com elas mesmas... Ah... não tem!

E vivem descaradamente nesse ciclo eterno, tentam com um, com outro, nunca, nunca obtem sucesso, porque a auto enganação as fazem viver à margem, à margem rasa, como a nata do leite, não tem raiz, nem profundidade, somente flutua, seguindo na rasidão das relações e vive com nada te apetecendo, nada te conectando,

sem construções,

vive tropeçando,

escorregando feito sabonete,

escorregando dum lado, pro outro,

passa de mão em mão,

até mesmo passa uma vida toda se ensaboando nela mesma

até que se derreta todo

chega ao seu fim.

A pessoa grita, esguela, refuta situações teatrais e banais,

entra em "crises",

atrasa as vidas pelas quais passa fazendo só espuma.

Retoma à situações pelas quais se humilhou, vexamitórias, lhe ignoraram, lhe reduziram, 

iguais a que faz aos outros em sigilo, velado.

Porque é o que ela desdenha nos outros é em sigilo. O que passa com os outros é escancaralhado. 

Consequência e resultado.

Sem dignidade alguma ela vai lá e começa tudo de novo.

Um ciclo eterno

de uma mente

com lembranças ardilosas rancorosas.

E por falar em dignidade

Onde está a sua?

segunda-feira, 21 de outubro de 2024

A S.A.U.D.A.D.E.


E, algumas vezes, não existe nem a despedida... 

domingo, 20 de outubro de 2024

Fingimento do fingimento

 - André Dahmer

 Há anos li essa tirinha e, vem tempo, vai tempo, ela cabe sempre.

Sempre cabe em várias situações com a nossa linda e ininterrupta hipocrisia humana.

quinta-feira, 8 de setembro de 2022

Dia a dia... dia a dia... dia a dia... dia a dia...

 O certo mesmo é

Você acordando ao meu lado

Comigo segurando o seu braço

Sua mão

Nós no colchão seu peito na minha mão

quinta-feira, 11 de agosto de 2022

quarta-feira, 10 de agosto de 2022

quarta-feira, 3 de agosto de 2022

Nós sós

 Na madrugada

Dormindo de mãos dadas

Abro meus olhos

Em meio a um suspiro sonolento

Penso:

A paz de estarmos nós.

domingo, 31 de julho de 2022

O encontro


 O tamanho, a definição, o tanto, o quanto,

indefiníveis que somos,

da mesma maneira é meu amor por você, 

sem saber daonde, por quanto e o tanto

te amo sem início e sem fim.


O prazer em te ter na minha vida,

o prazer de te ter ao meu lado,

o prazer de ter prazer com você.

O prazer que todo mundo vê, 

quando falo de você.

No olhar

na fala

na voz

na feição

na expressão

no brilho do corpo inteiro.

É você, só você.


A dimensão indimensionável

o conforto

o toque

o cheiro

a pele

o gozo.


O encontro

Juntos somos o que nunca tive de maneira que se torna único.

O amor despretensioso e que ao mesmo tempo majestoso em sua maneira de ser.

E só ser.

Inimaginável diante de um momento desesperançoso.

O amor que desperta, fez e faz despertar infindáveis conexões.

O amor puro. O puro amor.


As conversas, as reflexões,

 as fofocas, os filmes, 

a tela, a sala, a cama, as comidas, 

os passeios sem rumo, quilômetros sem música, 

as profundezas, o silêncio, 

as risadas, as esquisitices...

corpos em nó

enlance das mãos.
 
Do punho


 

quinta-feira, 15 de maio de 2014

Desenferrujando



A tirada da ferrugem, a retomada, o reinício, o novo de novo, o renovo, o retorno da aliança do papel comigo.
Uns dias de lamúria, lamentações, alegria, amor com magia, mito do amor romântico, a busca eterna de algumas constâncias e as desconstâncias que desequilibram. 
{Poderia ficar delongando sobre o que poderia ser, como poderia ser e não foi, e não é, mas não sou, nem quero parecer agarrada aos desagrados}
//Não que eu os ignore, não!// 
Desagrado, desagrada!, bagunça, tira a linearidade da otimização, transtorna, rouba energia (pra qual ladrão?) e joga coisas boas que algumas talvez nem tinham sido usadas no esgoto. 
Bom, temos que dar uma utilidade para eles, como para refletir em/no que uma pessoa é capaz de fazer para ser ou não ser...
Se foi capaz de mentir para te proteger ou para proteger a si mesma? Daí, então, foi capaz de outras mentirar para conseguir manter a primeira e criou uma rede, vou dizer um fio para não ser exagerada, criou um fio de mentiras. Onde você pega a pontinha, puxa, puxa, puxa... e, de repente, tem um rolo em suas mãos. O rolo que se formou com esse fio. Tudo se enrola porque um pensou uma coisa (e acreditou), o outro fez de outra (e enganou)... 
Daquele rolo todo sai um pedido de desculpas. Ah! As desculpas!
Desculpas porque você se chateou, entristeceu ou porque a pessoa realmente se sente arrependida?
Está pedindo desculpas para que tudo fique bem ou porque a partir desse momento com suas desculpas se propõe a nunca permitir o retorno de tal ocorrido (ou similar) e a alguma transformação profunda?
Desculpas são as chaves para o fechamento do compromisso de melhora.
Mentiras são feitas para autoproteção.
Sinceridade é atitude.
Assumir uma falha, reconhece-la é mudança e não uma aceitação de que se é torto.
Desagrados são reflexões e tomadas de consciência do quão você é corajoso.

terça-feira, 8 de maio de 2012

"Os traumas da infância afungentam a alegria".
Sabemos com o tempo que o que passamos no nosso desenvolvimento deixam marcas, rasgos, que por vezes com acontecimentos que para outros passam desapercebidos, para nós é uma verdadeira avalanche. 
E, aí sim, temos a consciência, então, do que nos abala, do que nos desequilibra, do que nos faz evaporar. 
E aí?
Você se lamenta com aquela profunda dor no peito de que isso se remete àquilo e quando de novo episódio se repete, a sequência é a mesma e essa repetição, o eterno retorno, o mais do mesmo continua.
Porque tendo essa consciência não se muda o prumo das coisas?
Se livra da lamentação e muda toda a postura, evitando os mesmos conflitos, os mesmos debates, se tornando mais leve, mais tranquilo, mais sossegado, menos inquieto.